Vazio. É essa a palavra que eu ultimamente estou usando pra descrever uma boa parte de pessoas que conheço atualmente.(Comecei de um jeito bem "sessão de poema contemporâneo, né? Tá foda)
Não sei se sou eu, não sei se tá sendo o ritmo da minha vida, mas ninguém parece interessante. Ninguém parece legal, pra mim tá todo mundo um pé no saco.
É como se eu simplesmente olhasse pra qualquer coisa e pudesse ver através disso, e não visse nada no interior, assim como comigo mesmo isso acontece.
Tudo que acontece à sua volta já não importa mais. É meio triste, mas é o jeito que eu ando encarando tudo ultimamente, tudo muito sem perspectiva, sem esperanças.
Você se esforça pra ver se algo se move, mas parece que só desacelera mais à medida que tenta mudar, tudo fica cada vez mais monótono.
Vai ver eu só tenho que tentar errar mais.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nem tudo é perfeito
Nem sempre tudo que você sonhou é tudo o que você tem, mas será que mesmo assim é motivo pra parar? Sabe, uma vez, uma pessoa me disse... mentira, eu vi isso na televisão, mas disseram que a vida é feita de altos e baixos, e eu não posso discordar. Até porque, nada seria tão divertido se não tivesse a queda e a ascenção. Sabe, o prazer de conquistar, e mesmo sabendo que tudo pode acabar, você continua aproveitando.
Mas mesmo assim, não precisa sempre ir de encontro ao erro. Desistir faz parte, às vezes a persistência é sinal de ignorância. Não tenho muito o que falar aqui, mas eu ando muito desmotivado ultimamente, e não é nenhum papinho de acredite que vai melhorar, mas eu sei que alguma hora isso vai passar, é só uma questão de tempo, e mudanças.
Ok, já virou auto-biografia, mas a mensagem do dia é simples: Relaxa, por mais fudido que tudo esteja, alguma hora passa.
É simplesmente natural, uma crise aqui e uma ali, só pra me manter ligado.
Mas mesmo assim, não precisa sempre ir de encontro ao erro. Desistir faz parte, às vezes a persistência é sinal de ignorância. Não tenho muito o que falar aqui, mas eu ando muito desmotivado ultimamente, e não é nenhum papinho de acredite que vai melhorar, mas eu sei que alguma hora isso vai passar, é só uma questão de tempo, e mudanças.
Ok, já virou auto-biografia, mas a mensagem do dia é simples: Relaxa, por mais fudido que tudo esteja, alguma hora passa.
É simplesmente natural, uma crise aqui e uma ali, só pra me manter ligado.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Padronizado
Sempre tenho esses surtos de revoltado com a sociedade quando vejo uma injustiça que eu não consigo resolver sozinho. Eu posso soar o mais vagabundo, relapso e o que mais você quiser me chamar, mas eu bato na tecla que o sistema de ensino aqui no Brasil tá tão falho que chega a me decepcionar. Admito que nunca fui "O Aluno", longe disso, boa parte por culpa de meus defeitos, obviamente, mas por que será que temos um índice tão grande de reprovação, de alunos abaixo da média? Seria mesmo todos esses problemas que vocês tentam culpar? Como o computador, televisão, video-game, festas e etc... A vida não é fácil, evidente, mas será que pra você ao menos se sustentar você precisa de uma faculdade? Ainda, de preferência tem que ser federal? Ou pior, mestrado, doutorado é o que define quem você é?
Esse padrão vem fechando a mente de cada pessoa aqui nesse país. Não digo que fazer faculdade seja errado, mas será que é a ÚNICA alternativa? Sabe, existem especializações para outras coisas por fora das universidades, e o melhor aprendizado que ultimamente vem sido desprezado: o viver.
Sim, as pessoas deixam de vivenciar o que há de melhor na vida, por o quê? Tirar uma nota numa prova? Uma nota faz de você uma pessoa melhor? Ok, não precisa zerar sua prova, mas você só se sente apreciado se tirar um 10 na prova? Um número te define melhor do quê o que você pensa de si?
Você nunca vai ser sincero quando se definir pelo o que estuda ou trabalha, você pode até tentar, mas você conhece seu verdadeiro eu, você sabe que não é o seu trabalho, a sua universidade, mas ainda quer fingir que é por puro procedimento padrão.
Nem tudo tem que ser padronizado, aliás, a gente não quer ser livre? Não se é livre se há padrão. Já tentou fazer o que quer mas só se for a mesma coisa que o outro também quer? Acho que isso não é liberdade.
Bom, eu tento pelo menos.
Esse padrão vem fechando a mente de cada pessoa aqui nesse país. Não digo que fazer faculdade seja errado, mas será que é a ÚNICA alternativa? Sabe, existem especializações para outras coisas por fora das universidades, e o melhor aprendizado que ultimamente vem sido desprezado: o viver.
Sim, as pessoas deixam de vivenciar o que há de melhor na vida, por o quê? Tirar uma nota numa prova? Uma nota faz de você uma pessoa melhor? Ok, não precisa zerar sua prova, mas você só se sente apreciado se tirar um 10 na prova? Um número te define melhor do quê o que você pensa de si?
Você nunca vai ser sincero quando se definir pelo o que estuda ou trabalha, você pode até tentar, mas você conhece seu verdadeiro eu, você sabe que não é o seu trabalho, a sua universidade, mas ainda quer fingir que é por puro procedimento padrão.
Nem tudo tem que ser padronizado, aliás, a gente não quer ser livre? Não se é livre se há padrão. Já tentou fazer o que quer mas só se for a mesma coisa que o outro também quer? Acho que isso não é liberdade.
Bom, eu tento pelo menos.
domingo, 27 de março de 2011
Eu nasci
Não... não foi há dez mil anos atrás, mas posso dizer que nasci já tem um bom tempo... Vi, e infelizmente participei de muitos eventos, presenciei aqueles que muitos quiseram ver de perto, e outros que vários até hoje desejam nunca terem acontecido. Pois é, eu sou um ser pelo menos até agora... perpétuo. Já desde uns 500 anos, e olha que eu nem sei o porquê!
Sabe, sempre me perguntei se essa vida era uma maldição, até porque é muito triste acabar deixando pessoas que você ama ir, sabendo que você continuará, mas vi também que era bom... Não ver as pessoas indo, mas, sabe... ler algo num livro de história e saber exatamente como era, claro que imaginar como era também deve ser divertido, pois é, tudo tem seus altos e baixos.
As pessoas que sabiam desse meu... posso dizer problema? Não sei, bom, disso meu, me perguntavam como eu aguentava, como eu não me cansava, e sabe... eu dizia “vivo um dia de cada vez” parece bem aquilo de comercial de carro, pra você viver no limite, mas foi assim que eu aprendi, a deixar pra trás tudo que me fazia mal e começar a trazer coisas boas no dia seguinte.
Às vezes acho que sei demais, mas eu vejo que por mais que eu tente lembrar de tudo que eu vi, nem tudo era tão importante a ponto de ficar marcado. Até pro mais eterno ser, será que eu posso me entitular disso? Sei lá, nunca conheci ninguém pra falar “EEEI, VOCÊ VIVE HÁ MAIS DE 500 ANOS TAMBÉM? QUE COINCIDÊNCIA!” mas o que eu tava dizendo era a marca que cada momento deixa. Não preciso também ter que ficar coletando toda informação, de vez em quando é só um momento que acaba me marcando. Sabe, perepetuar, eternizar. Então acho que ainda tenho tempo pra pensar no meu epitáfio. Meio pesado isso né? Mas eu gosto de ser assim, finalizar tudo.
Irônico, não?
Sabe, sempre me perguntei se essa vida era uma maldição, até porque é muito triste acabar deixando pessoas que você ama ir, sabendo que você continuará, mas vi também que era bom... Não ver as pessoas indo, mas, sabe... ler algo num livro de história e saber exatamente como era, claro que imaginar como era também deve ser divertido, pois é, tudo tem seus altos e baixos.
As pessoas que sabiam desse meu... posso dizer problema? Não sei, bom, disso meu, me perguntavam como eu aguentava, como eu não me cansava, e sabe... eu dizia “vivo um dia de cada vez” parece bem aquilo de comercial de carro, pra você viver no limite, mas foi assim que eu aprendi, a deixar pra trás tudo que me fazia mal e começar a trazer coisas boas no dia seguinte.
Às vezes acho que sei demais, mas eu vejo que por mais que eu tente lembrar de tudo que eu vi, nem tudo era tão importante a ponto de ficar marcado. Até pro mais eterno ser, será que eu posso me entitular disso? Sei lá, nunca conheci ninguém pra falar “EEEI, VOCÊ VIVE HÁ MAIS DE 500 ANOS TAMBÉM? QUE COINCIDÊNCIA!” mas o que eu tava dizendo era a marca que cada momento deixa. Não preciso também ter que ficar coletando toda informação, de vez em quando é só um momento que acaba me marcando. Sabe, perepetuar, eternizar. Então acho que ainda tenho tempo pra pensar no meu epitáfio. Meio pesado isso né? Mas eu gosto de ser assim, finalizar tudo.
Irônico, não?
sábado, 12 de março de 2011
Esse tal de cotidiano
Sair na rua, seus afazeres, cortar o cabelo, comprar mantimentos, estudar, trabalhar, e essas coisas que a gente chama de cotidiano.
O dia-a-dia como outros chamam. É meio estranho pensar que está tudo tão planejado. Sabe, num dia você pode estar indo deitar pensando no que tem que fazer amanhã e um terremoto acaba abalando as estruturas da sua casa e você acaba desabrigado. Nos acomodamos na ideia de que tudo está sob nosso controle quando um simples incidente pode mudar todo o rumo dos seus planejamentos.
Às vezes você sai de casa pensando em toda sua rotina, e ela se segue completamente, mas quando você sai de casa com um propósito mas sem saber o que te espera, como uma viagem, você sabe que vai ter aquele gosto de novidade, e uma coisa você tem certeza, qualquer coisa pode acontecer, até o que não estava suposto a acontecer na viagem, pode acontecer.
A vida é tão espontânea que alguns já se preparam para terem surpresas. Mas alguns não esperam o bizarro, ou pior, não esperam o melhor, porque têm medo de se decepcionar. Não sei bem o que eu espero, queria ter algo definitivo, só que maioria das vezes evito criar expectativas, até porque qualquer mínima decepção que quebre uma expectativa, leva você junto.
Decepção, expectativa, são as palavras que nunca deixam de passar no meu pensamento durante o meu "cotidiano". Seria egoísmo demais falar "meu cotidiano"? Não sei, acho que tantas pessoas fazem parte dele que não tem como eu dizer que ele seja meu. Até pessoas que eu nunca vou saber o nome, fazem parte do meu cotidiano, mas não é essencial eu saber o nome dela até que seja essencial ela saber o meu.
Ou será que o cotidiano é de todos? Nossa, eu preciso sair de casa mais vezes...
O dia-a-dia como outros chamam. É meio estranho pensar que está tudo tão planejado. Sabe, num dia você pode estar indo deitar pensando no que tem que fazer amanhã e um terremoto acaba abalando as estruturas da sua casa e você acaba desabrigado. Nos acomodamos na ideia de que tudo está sob nosso controle quando um simples incidente pode mudar todo o rumo dos seus planejamentos.
Às vezes você sai de casa pensando em toda sua rotina, e ela se segue completamente, mas quando você sai de casa com um propósito mas sem saber o que te espera, como uma viagem, você sabe que vai ter aquele gosto de novidade, e uma coisa você tem certeza, qualquer coisa pode acontecer, até o que não estava suposto a acontecer na viagem, pode acontecer.
A vida é tão espontânea que alguns já se preparam para terem surpresas. Mas alguns não esperam o bizarro, ou pior, não esperam o melhor, porque têm medo de se decepcionar. Não sei bem o que eu espero, queria ter algo definitivo, só que maioria das vezes evito criar expectativas, até porque qualquer mínima decepção que quebre uma expectativa, leva você junto.
Decepção, expectativa, são as palavras que nunca deixam de passar no meu pensamento durante o meu "cotidiano". Seria egoísmo demais falar "meu cotidiano"? Não sei, acho que tantas pessoas fazem parte dele que não tem como eu dizer que ele seja meu. Até pessoas que eu nunca vou saber o nome, fazem parte do meu cotidiano, mas não é essencial eu saber o nome dela até que seja essencial ela saber o meu.
Ou será que o cotidiano é de todos? Nossa, eu preciso sair de casa mais vezes...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Enternado
Uniformes, quando se usam uniformes, querem rotular, realmente escrever "Domínio privado" em você. O terno é o uniforme não oficial mais destrutivo de todos. Um dia em que você se encontra usando um terno para trabalhar, é o momento que você é uma marionete. Você está internado, ou melhor, enternado. Em termos mais simples, você não está vivendo. Pode parecer exagero, mas normalmente, quem se propõe a sair de casa todo dia vestindo um terno e arrumando o cabelo para conseguir seu próprio dinheiro não está fazendo mais do que ser uma ferramenta, implorando para que não seja dispensado.
Não digo para deixar de usar terno, mas quando você procura seguir o seu caminho, você alcança melhor os seus objetivos. Eu nunca fui um enternado para poder dizer ao certo a sensação, mas o que eu sinto quando vejo alguns, é uma certa prisão invisível.
A liberdade ser escrita no que se veste pode parecer superficial, mas de fato quando escolhem o que você terá que vestir para ser aceito, parece um tanto quanto dominativo, não acha?
Não seja um enternado, você pode viver, nem sempre é necessário um chinelo e uma bermuda, mas o social demais é ser um enternado.
Um terno e tantos problemas, só eu pra ser tão exagerado.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Tá faltando
Sabe quando você quer falar algo, mas não sabe o quê? Você tem todos os complementos, tudo que envolve a frase, menos a essência? Pois é, sempre me falta isso nas horas mais importantes.
Ou pior, você quer começar algo, mas não tem o que falar? Sempre falta alguma coisa, e o pior, sempre que falta, acaba sendo o essencial. Mas partindo desse pensamento perfeccionista, tudo é essencial. Se tudo tem a chance de faltar, será essencial.
Imagine um prato de comida. Digamos que seu prato favorito seja bife, arroz, feijão e batata frita. Se um desses faltar, não será o "seu prato favorito". Quando você começar a pensar nisso, tudo acaba se tornando algo a considerar. Aí você vê que nunca consegue ser perfeito no que faz.
Quando eu escrevo um texto e penso que algo tá faltando, mas mesmo assim lanço ele, é meio que uma terapia contra essa vontade ter todo o essencial no lugar. Na medida.
Mas quando não tem nada faltando, acaba sentindo a falta da sensação de algo faltando. Ou pior, a sensação de que mesmo não vendo algo faltando, você tem que inventar algo pra poder falar que tá faltando. É o "pôr pra tirar".
Acho que faltou uma piadinha pra colocar aqui no final.
Ou pior, você quer começar algo, mas não tem o que falar? Sempre falta alguma coisa, e o pior, sempre que falta, acaba sendo o essencial. Mas partindo desse pensamento perfeccionista, tudo é essencial. Se tudo tem a chance de faltar, será essencial.
Imagine um prato de comida. Digamos que seu prato favorito seja bife, arroz, feijão e batata frita. Se um desses faltar, não será o "seu prato favorito". Quando você começar a pensar nisso, tudo acaba se tornando algo a considerar. Aí você vê que nunca consegue ser perfeito no que faz.
Quando eu escrevo um texto e penso que algo tá faltando, mas mesmo assim lanço ele, é meio que uma terapia contra essa vontade ter todo o essencial no lugar. Na medida.
Mas quando não tem nada faltando, acaba sentindo a falta da sensação de algo faltando. Ou pior, a sensação de que mesmo não vendo algo faltando, você tem que inventar algo pra poder falar que tá faltando. É o "pôr pra tirar".
Acho que faltou uma piadinha pra colocar aqui no final.
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